bootstrap website templates
Mobirise

H5N1 da Influenza Aviária chega, agora, às Américas

12 de Fevereiro de 2015 - Depois de agir virulentamente por pelo menos 10 anos (entre o final de 2003 e os primeiros meses de 2014) e devastar grandes contingentes da avicultura mundial, o subtipo H5N1 da Influenza Aviária tornou-se despercebido. Não que tenha desaparecido. Apenas deu lugar a outros subtipos – H7N9, H5N8, H7N7, só para citar alguns dos novos subtipos virulentos que, do final de 2014 para cá, voltaram a alarmar a avicultura de vários continentes. Com o registro, inclusive, de infecção em humanos e ocorrência de vários casos fatais.

Pois em 2015 o H5N1 volta ao noticiário. E, desta vez em um novo continente, as Américas. Sua presença foi confirmada, na semana passada, no Canadá ou, mais exatamente, na Columbia Britânica. A mesma província (estado) onde, há dois meses (dezembro de 2014), as autoridades de saúde animal locais identificaram a presença do subtipo H5N2 da Influenza Aviária.

Foram vários os casos de dezembro, envolvendo planteis não comerciais com grande variedade de aves (patos, gansos, perus e galinhas), mas também planteis comerciais de corte e postura. O mais recente, com a presença do H5N1, foi detectado em um pequeno criatório de poedeiras mantidas em semi-confinamento. Do plantel de 94 aves, 81 delas (86%) morreram em consequência da infecção.

Como se vê, a despeito de um sistema de vigilância bastante ativo (e que procura detectar a presença do vírus nas aves migratórias, suas hospedeiras naturais) a infecção vem atingindo as aves nativas, atingidas, provavelmente, por via indireta (através, por exemplo, das vias aéreas ou da água de bebida). Como se vê, o máximo cuidado continua sendo pouco.